O cenário político moçambicano registou fortes reviravoltas judiciais. O líder do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, obteve um importante alívio com o desbloqueio judicial das suas contas bancárias, que se encontravam congeladas desde 2024, permitindo-lhe recuperar a normalidade financeira.
Em contraste, o partido PODEMOS enfrenta um severo bloqueio institucional. O Tribunal Judicial do Distrito de KaMavota ordenou a proibição de reuniões, deliberações e novas ações por parte dos órgãos centrais da formação política liderada por Albino Forquilha. A decisão decorre de uma providência cautelar apresentada pelo militante Hélder Mendonça, que contesta a legitimidade da direção atual devido ao fim dos mandatos em 2024.
Apesar de a liderança não ter sido destituída formalmente, esta restrição paralisa a máquina partidária. Deste modo, enquanto a Justiça sorri a Mondlane ao desbloquear fundos, aperta o cerco e silencia temporariamente as principais atividades políticas do PODEMOS.

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