Um escrivão de direito afeto à Procuradoria de Massinga, na província de Inhambane, está no centro de um caso que gerou forte indignação pública, após ser acusado de manter a própria filha, de 13 anos, acorrentada numa capoeira de patos como forma de castigo.

Segundo as denúncias, a menor terá sido punida depois de ser acusada de furtar um telemóvel na escola. A adolescente alegadamente permaneceu durante cerca de três meses em condições degradantes, recebendo apenas uma refeição por dia, sem frequentar as aulas e dormindo no mesmo espaço onde eram mantidos os animais.

O pai, identificado como Hamuza Mussagy Ossumane, rejeita parte das acusações e afirma que a filha esteve acorrentada apenas por um dia. Segundo a sua versão, a medida foi tomada após sucessivos problemas de comportamento da menor.

Entretanto, a jovem abandonou a residência, encontra-se sem abrigo e terá perdido o ano letivo. O caso foi encaminhado às autoridades competentes e está a ser apreciado pelo tribunal, que deverá apurar os factos e determinar eventuais responsabilidades legais.


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