O Governo moçambicano confirmou, em Maputo, que passará a financiar integralmente a permanência das tropas ruandesas destacadas na província de Cabo Delgado, no norte do país, no âmbito das operações de combate ao terrorismo. A decisão surge numa altura em que termina o apoio financeiro anteriormente concedido pela União Europeia para sustentar a missão militar do Ruanda em território moçambicano.

Durante o briefing semanal do Conselho de Ministros, o Executivo esclareceu que a continuidade da presença das forças ruandesas é considerada estratégica para consolidar os avanços alcançados na estabilização da região afetada por ataques armados desde 2017. Segundo o Governo, a missão continuará a contribuir para a proteção das comunidades, a recuperação da normalidade e o reforço das Forças de Defesa e Segurança (FDS).

Embora tenha confirmado que o Estado assumirá os encargos financeiros da operação, o Executivo não revelou os valores envolvidos nem o período previsto para a permanência das tropas. Até agora, os custos da missão eram cobertos por um financiamento europeu estimado em cerca de 40 milhões de euros.

A decisão levanta debates sobre o impacto da medida nas finanças públicas, num contexto em que o país enfrenta diversos desafios económicos e sociais.


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