O árbitro somali Omar Artan foi afastado do Campeonato do Mundo de 2026 depois de ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos, uma situação que gerou polémica e levantou questões sobre o tratamento dado às delegações ligadas à competição. Artan estava prestes a tornar-se o primeiro árbitro da Somália a participar numa fase final de um Mundial, um marco histórico para o futebol do seu país.

Após o incidente, a FIFA retirou o seu nome da lista oficial de árbitros da competição. Esta quarta-feira, Omar Artan regressou a Mogadíscio, capital da Somália, onde foi recebido como um herói por centenas de apoiantes que manifestaram solidariedade e orgulho pelo seu percurso.

O caso surge numa altura em que também foram reportadas dificuldades enfrentadas por membros das delegações do Senegal e do Uzbequistão, além de obstáculos na emissão de vistos para jornalistas. Em contrapartida, a seleção da Espanha foi recebida sem incidentes no México, um dos países anfitriões do Mundial, alimentando debates sobre possíveis diferenças no tratamento das várias comitivas às vésperas do torneio.

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