A possível proibição da atividade de mototáxi no país está a gerar preocupação entre cidadãos, sobretudo pelo impacto social e económico que a medida pode provocar. Muitos jovens dependem desta atividade como principal fonte de rendimento, garantindo sustento diário mesmo com ganhos considerados baixos.
Especialistas alertam que a interrupção imediata pode agravar o desemprego, afetando milhares de famílias que vivem desta prática informal. Além disso, em zonas recônditas e distritos com fraca cobertura de transporte público, as motorizadas representam uma alternativa essencial de mobilidade.
A ausência de um plano de transição e de medidas de apoio tem sido alvo de críticas, com vários setores a defenderem a necessidade de formação, legalização e integração gradual dos operadores no sistema formal.
Questiona-se ainda a capacidade das autoridades em emitir cartas de condução em massa e a criação de condições acessíveis para os atuais operadores se adaptarem às novas exigências.

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