Portugal está a caminho de uma das maiores crises do seu sistema educativo. Estima-se que o país precisará recrutar cerca de 20 mil professores até 2029/2030 e 39 mil até 2034/2035, segundo projeções do Diário de Notícias. As quedas mais severas deverão ocorrer no pré-escolar (55%) e no 2.º ciclo (42%), mas também se prevêem reduções significativas no 1.º ciclo (29%) e no ensino secundário (39%).
O desinteresse dos jovens pela carreira docente, aliado a taxas de desistência de 28% a 35% nos cursos de formação, intensifica o problema. Apesar do aumento recente de inscritos, o número de diplomados não cobre as saídas por reforma.
Salários baixos, precariedade, elevada burocracia, dificuldades de mobilidade e habitação, e reconhecimento social limitado estão entre os fatores que afastam profissionais. A entrada de docentes sem formação completa através de regimes excecionais gera preocupação quanto à qualidade do ensino.
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