Mais de duzentos gestores públicos foram obrigados a devolver fundos do Estado utilizados de forma indevida ao longo de 2025, num processo de responsabilização financeira que resultou na recuperação de mais de quatrocentos milhões de meticais, segundo dados oficiais. A informação foi avançada ontem em Maputo pela presidente do Tribunal Administrativo, Ana Maria Gemo, durante a abertura da Décima Terceira Sessão Ordinária do Conselho Judicial dos Tribunais Administrativos, Fiscais e Aduaneiros. Segundo a magistrada, a medida resulta do reforço dos mecanismos de controlo e auditoria nas instituições públicas, visando travar práticas de má gestão e corrupção. O Tribunal Administrativo destacou ainda que os gestores envolvidos atuavam em diferentes sectores do Estado, tendo sido identificadas irregularidades em processos de contratação, pagamentos e execução de fundos públicos. As autoridades sublinham que a recuperação dos valores representa um avanço na fiscalização das contas públicas e no combate ao uso indevido do erário nacional.

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