O julgamento dos cidadãos russos e angolanos acusados de terrorismo, espionagem e associação criminosa no chamado “caso russos” continua a gerar controvérsia no Tribunal de Luanda. O processo registou novos desenvolvimentos após a recusa do tribunal em ouvir figuras políticas indicadas como testemunhas pela defesa, tanto da UNITA como do MPLA, sob o argumento de que os seus depoimentos não seriam relevantes para a descoberta da verdade material.
Segundo o Novo Jornal, um dos arguidos russos declarou ter mantido encontros privados com figuras políticas angolanas de destaque, incluindo Higino Carneiro, Dino Matrosse, Lukamba Gato e Marcos Nhunga, embora tenha negado qualquer ligação à antiga rede mercenária Wagner.
O caso prossegue na fase de produção de provas, com interrogatórios em curso. A defesa e analistas jurídicos levantam preocupações sobre possíveis violações de garantias constitucionais, incluindo o direito ao contraditório e à ampla defesa, o que tem intensificado o debate público em torno do processo.

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