Mais de 400 cidadãos moçambicanos regressaram esta quarta-feira à província de Gaza, após terem sido forçados a abandonar a África do Sul devido à recente onda de violência xenófoba que tem atingido comunidades estrangeiras naquele país. Os repatriados chegaram em condições precárias, relatando perdas de bens, destruição de propriedades e episódios de violência que resultaram em mortes.
Segundo os testemunhos recolhidos, muitas famílias foram obrigadas a fugir às pressas para salvar as suas vidas, deixando para trás documentos, habitações e outros pertences. Entre os regressados encontram-se mulheres grávidas, crianças e idosos, muitos dos quais apresentam sinais de trauma emocional devido às experiências vividas.
No distrito de Bilene, as autoridades provinciais organizaram um processo de acolhimento e assistência humanitária. A governadora de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, manifestou solidariedade às vítimas e apelou ao registo dos regressados para facilitar a sua reintegração social.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) informou que cada família está a receber alimentação e apoio básico para os primeiros 15 dias, enquanto decorrem esforços para responder à crise humanitária e apoiar novos cidadãos que continuem a chegar ao país.
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